domingo, 21 de setembro de 2008

Trago versos de um mundo distante
habitado por sombras somente.
São reflexos distorcidos
de momentos passados sofridos...

Trago palavras pesadas
carregadas de mágoas
por tantas tristezas vividas
e por tantas dores sentidas...

Trago somente pesadelos,
pois do lugar de onde venho
não é permitido sonhar,
jamais se ousou amar...

MUNDO DE SOMBRAS
José Infante Nétom

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

माय प्रोफाइल orkut

......Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

"Eu confesso: EU
Não tenho esperança.
Os cegos falam de uma saída.
Eu vejo."
/(",)\
./♥\.
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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade. sei lá de quê!" F. E
/(",)\
./♥\.
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“A infância está perdida. /A mocidade está perdida. /Mas a vida não se perdeu. /O primeiro amor passou. /O segundo amor passou. /O terceiro amor passou. /Mas o coração continua. /Perdeste o melhor amigo. /Não tentaste qualquer viagem. /Não possuis casa, navio, terra. /Mas tens um cão.” (Drummond- Consolo na Praia)
/(",)\
./♥\.
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"Quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta minha adolescência
vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência
vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito
vou fazer o que

terça-feira, 9 de setembro de 2008


Hoje retorno ao meu lar-

Sentado na ponta de uma ideia um proposito.

Entre a fresta das cortinas observava, a expectativa, o silencio da platea.

O suor em seu rosto brilhava, com algumas, poucas e baixas luzes que havia no lugar.

Mãos tremulas, furos em seus sapatos, na sua mente o distante, em pedaços e pedaços. Olha ao relogio, se levanta, o fim desse show ja está para começar, toma varios passos até o centro da vida, escuta seu caminhar debaixo da madeira envelhicida, sem conseguir desfarçar sua angustia, olha para seu lado direito a espera de um sinal, tudo pronto, nao tem mais volta, fala algo a Deus e diz a si mesmo: “Seja o que for deixa rolar”.

Nesse instante as cortinas vermelhas se abrem. O publico observa no centro do palco, um homem, debaixo de um grande foco de luz, com uma roupa castidada por ser o que é, tirando de sua cabeça uma cartola.

Ele olha assustado e repara que o mundo tem seu lugar nos assentos na escala de numero par.

“Senhoras e senhores!” Disse ele em grande brado.

“Esta noite, encima deste palco, eu irei apresentar a arte magica do saber e do amar, e que nada é em seu momento o momento o qual ele é!”

Todos ficam sem reação, o mundo sempre confuso, mas isso ja é normal.

Entao ele, sentindo, vendo o vapor que saia dos poros de sua propria ansiedade, leva sua mão esquerda sangrando dentro de sua cartola e lentamente e começa retirar algo meio sem forma. Todos ali presente, olhares espantados, uns começam a rir, outros a chorar, alguns grintam e o vaiam, outros não conseguem nem falar, não acreditavam no que viam, um homem que do centro de um palco qualquer, retirava de sua cartola, algo, em uma escala incompreencivel, como se em forma de um video, a historia, a vida de cada individuo que se encontrava nesse lugar!

O calor intenso daquele foco de luz, lentamente começou a se apagar, do seu rosto gotas da humaninda nao paravam de respingar, ao seu redor haviam varios mas só existia um.

A hora é agora entao deixa rolar.

Então sentindo seu momento, levanta seus olhos e olha o mundo em sua volta com as mais variadas expressões nesse teatro sem paredes. Respira fundo e com sua ultima gota de ar diz: “Hoje é apenas o começo de seus varios fins, hoje é o momento em que o momento não precisa ser assim tão ruim quando um dia resolverem a não se esconderes de mim.”

Quando termina de pronunciar suas ultimas palavras o mundo se cala, todas as luzes se apagam e como um grande estrondo de trovao todos escutam o momento em que sua cartola cai sobre o chão