terça-feira, 25 de dezembro de 2007


Eu sou criança. Eu sou mulher. Eu vou crescer assim... Eu gosto de abraçar apertado, sentir a alegria inteira, descobrir sabores, inventar cores. Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é, e o que é também. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, no entanto não faz diferença, o mundo continua rodando, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, novelas começam e terminam, e nos jogos de futebol, sempre tem quem ganha e comemora, e quem perde e nem se importa!!! Existem coisas que não precisam ser explicadas (Pelo menos para mim), e existem coisas inexplicáveis!!O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, o coração bater forte, o sorriso saltar da cara e aquela sensação do frio na barriga... Hummm, isso sim me importa!!!Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas para isso existem os lápis-de-cor e o amor que a gente aprendeu em casa desde cedo. Lembra? Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada). Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu também tenho. Tenho medo de filme de tortura, de barata cascuda, de maionese vencida, de açaí com chagas, tenho medo das pessoas, tenho medo de algum dia perder minha família e tenho medo de algum dia não ter a saúde que eu tenho. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos entram e saem, nunca sei aonde fui parar. Mas uma coisa eu digo: eu não paro!!! Perco o rumo, deixo a canela roxa, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre pergunto se você está feliz, se eu estou linda, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim, se o suco ta azedo de mais. Eu sou assim. Nada de meias-palavras. Já mudei, já aprendi, já fiquei de castigo, já levei advertência, já pisei na bola, já escorreguei no tapete, mas palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. Sou menina levada, criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Faço tudo igual a gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Pulo, faço bico, faço manha, faço careta, do gargalhada, tomo cerveja, tomo sorvete no pote, choro quando dói, rio quando dói também. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Amo verdadeiramente. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Sem pudor. Amo a vida, porque minha vida é assim!!

domingo, 16 de dezembro de 2007

DESTINO?


NOSSO DESTINO É PREDETERMINADO OU PODEMOS ALTERÁ-LO?

Todos nós, em algum momento da vida, nos questionamos sobre nosso próprio destino: temos habilidade e livre arbítrio para mudar nosso destino ou a vida se desenrola de acordo com um plano preestabelecido?
Para elucidar esta questão, a Kabbalah utiliza o seguinte exemplo: imagine que você vai a um desses cinemas de múltiplas salas para assistir a um filme. Você compra o ingresso, seu saco de pipocas, entra, senta e começa a assistir ao filme. Rapidamente você percebe que se trata de um filme muito ruim. Então, você muda para uma outra sala. Este filme agora é muito melhor.
Sua liberdade nesta situação era sobre a escolha do filme, mas não sobre o filme propriamente dito. O filme estava predeterminado, o roteiro já estava escrito sem que você pudesse alterá-lo.
A vida é como um filme, e a realidade é muito semelhante ao cinema com múltiplas salas. Uma versão diferente de nossas vidas está acontecendo simultaneamente em um universo paralelo. Todos os universos possíveis existem. Todos os filmes estão passando ao mesmo tempo. Não temos a liberdade para alterar o filme no qual estamos, mas temos o livre arbítrio para mudar de cinema, mudar de universo. Não podemos com isso mudar o mundo, mas podemos mudar o nosso mundo, mudando para um universo onde possamos encontrar situações e eventos que estejam mais alinhados com os nossos desejos. Mas a maioria de nós permanece presa na armadilha do velho filme ruim durante toda a nossa vida. Então, como mudar de filme? Transformando nossa natureza reativa em proativa. Agir, e não reagir; assumirmos a responsabilidade e o controle sobre nossas vidas. Tudo começa em nós mesmos. A transformação de nosso próprio caráter é o mecanismo através do qual mudamos de universos. Cada mudança interior nos leva a uma nova realidade e cada nova realidade é um filme que contém um roteiro de maior realização. Em termos práticos, cada novo filme nos oferece a possibilidade de uma vida melhor.
O Zohar é muito claro sobre este assunto aqueles que escolherem o caminho da mudança espiritual irão encontrar a si mesmos no universo dos abençoados. Eles alcançarão realização e um sentido na vida. Ambas as realidades irão correr lado a lado. Ambas as opções estão sempre abertas para nós. A escolha é nossa.
Rabino Joseph

domingo, 9 de dezembro de 2007

Hei mano!


"Um momento, caras e caros colegas.Mesmo com a correria em que estou, desculpo-me perante todas e todos e largoa pressa para com pressa tecer estas seguintes mal digitadas.A simples declaração de existência não a confirma.Tampouco declarações mútuas de quem está sob suspeita de existência. Sartre têm provas provadas.O René Descartes as tinha.Eu as tenho e não só a Receita Federal afirma que existo, ela insiste que eu existo. Ela não abre mão da minha existência.E mais, não bastasse a Receita Federal, a Administradora do Cartão de Crédito inclusive me ameaça em caso de eu não existir. Portanto, por enquanto, existimos mesmo só três, e um já se foi. Ah, existe também um Oceano Atlântico entre quem sobreviveu ao tempo ou nasceu em tempo diferente daquele do filósofo. Um oceano a nos separar.E se ela vier para este continente, periga de na mesma época eu ir para ooutro, c'est la vie. Quem existe não pode se encontrar, talvez seja esta a lei. Pobre René, não tinha ninguém do outro lado do oceano com quem secorresponder. Acho que nem oceano tinha naquele tempo.Isto posto e firmemente estabelecido, firmo, reconheço a firma e o que firmei e dou fé.
Claudia".